Provérbio 31
Ao celebrarmos o Dia da Mulher
Presbiteriana, voltamos nossos olhos para o clássico texto de Provérbios 31.
Muitas vezes, lemos este capítulo e sentimos o peso de uma lista de tarefas
impossível. Mas, sob a ótica da graça de Deus, convido você, seja jovem, adulta
ou idosa, a enxergar aqui não um fardo, mas um espelho do que o Espírito Santo
está esculpindo em nós. O que Deus espera da mulher que professa a fé reformada
em nossos dias?
Primeiramente, Deus espera uma
identidade fundamentada na rocha. O texto termina dizendo que "a beleza é
enganosa... mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada". Numa era
de filtros digitais, onde a menina adolescente e a senhora madura são
pressionadas por padrões estéticos inatingíveis, a mulher presbiteriana sabe
quem ela é. Sua identidade não está na juventude da pele nem no status social,
mas em pertencer a Cristo. Ela entende que seu valor foi definido na Cruz.
Em segundo lugar, Deus espera
Integridade Relacional. O texto diz que o coração do marido "confia
nela". Para as solteiras, viúvas ou casadas, o princípio é o mesmo: ser
uma mulher de shalom. Infelizmente, vemos tanto mal causado pela língua — a
fofoca e a crítica que destroem comunidades. A mulher piedosa, contudo, é um
porto seguro. Seja na escola, no escritório ou na SAF, a sua presença inspira
confiança, não contenda.
Deus também espera que vejamos beleza no
serviço diário. A mulher de Provérbios não é passiva; ela planta, negocia,
tece. E aqui, precisamos resgatar um conceito precioso. Edith Schaeffer, uma
voz querida em nossa tradição reformada, nos ensinou que a espiritualidade não
está divorciada da vida comum. Ela disse: "Ser uma mulher cristã não é
fazer coisas extraordinárias uma vez na vida, mas fazer as coisas comuns do dia
a dia com uma beleza extraordinária para a glória de Deus."
Isso dignifica todas as idades! A jovem
que estuda com excelência, a mãe que prepara o almoço com carinho, a avó que
tricota para os netos ou ora em seu quarto. Deus espera que usemos nossa
energia para glorificá-Lo nos mínimos detalhes, transformando rotinas em atos
de adoração.
Por fim, Deus espera um coração
compassivo. Ela "abre os braços ao pobre". A marca da mulher
presbiteriana histórica sempre foi a educação e a misericórdia. De Dorcas até
as pioneiras de nossa igreja, a mulher de Deus não vive numa bolha. Ela ensina
aos filhos e netos que a fé sem obras é morta e que o Evangelho deve alcançar
os necessitados.
Minha irmã, não se assuste com o padrão.
A mulher de Provérbios 31 não é uma super-heroína autossuficiente; ela é uma
mulher que depende de Deus. Que hoje, da neta à bisavó, possamos refletir a
glória de Cristo, servindo com alegria Àquele que nos amou primeiro.
Rev. Liberato Pereira dos Santos
Disponibilizamos o boletim informativo da IPBN, a fim de que você fique por dentro daquilo que Deus está fazendo em/através da nossa comunidade. Boa leitura. Click no link abaixo e faça o download:https://mega.nz/file/VgwAQZzD#emMymnL1ypV4uDH3c47rFVoUh5gE2kWZckXCogGezjc


.jpeg)



