domingo, 11 de janeiro de 2026

INVESTINDO NO REINO UMA QUESTÃO DE CORAÇÃO 11.01.2025

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A generosidade é, na verdade, uma das realidades mais profundas e, às vezes, difíceis para nós da fé cristã. Ela não é uma mera troca de bens materiais, mas uma revelação de nossa intimidade, de nosso coração e de nossas prioridades. A maneira como administramos nossos recursos é um espelho que revela aquilo que cremos e damos valor no Reino de Deus. Vamos explorar três verdades fundamentais que transformam a prática da contribuição em uma poderosa declaração de fé e amor.

Desde os tempos antigos, a Escritura Sagrada estabelece a contribuição de uma porção de nossos bens como um princípio divino. Em Levítico 27:30-32, lemos: "Dez por cento de tudo o que vocês colherem é santo e me pertence." Esta não é uma sugestão, mas uma afirmação clara da soberania de Deus sobre todas as coisas, incluindo nossas posses. É um lembrete de que somos mordomos, não proprietários absolutos. Conforme ensina R.C. Sproul, somos chamados a ser mordomos, não proprietários. Tudo o que temos pertence a Deus, e estamos simplesmente administrando Seus recursos. Seu pensamento nos liberta da ilusão de autossuficiência e nos alinha com a verdade de que toda benéfica dádiva vem do Pai das luzes.

Essa prática é, primeiramente, um ato de adoração. Assim como dedicamos tempo e energia às coisas que valorizamos, dedicar uma porção de nossa renda é uma forma tangível de expressar que Deus ocupa o lugar supremo em nossas vidas. É um reconhecimento de Sua provisão e um agradecimento por Suas bênçãos.

Em segundo lugar, é um serviço prestado àqueles que estão no ministério. Números 18:21 revela que essa porção era destinada aos levitas, em retribuição ao serviço que prestavam na tenda da congregação. Hoje, essa verdade se manifesta no sustento daqueles que dedicam suas vidas ao serviço do Evangelho, permitindo que a obra de Deus avance e alcance mais pessoas.

Por fim, a contribuição regular serve como um lembrete mnemônico. Deuteronômio 14:22-23 instrui o povo a reservar uma porção de suas colheitas e primogênitos, levando-os ao lugar que o Senhor escolheria para ser adorado. O propósito? "Isso lhes ensinará a sempre temer o Senhor, o seu Deus." É um mecanismo divino para nos manter conscientes de nossa dependência de Deus e de nosso compromisso com Ele em todas as áreas da vida.

A forma como contribuímos financeiramente é um termômetro de nossa atitude em relação à Igreja. Como a vemos? Como um lugar ocasional de encontro, um ponto de reunião social com conotações espirituais? Ou a enxergamos como a casa de Deus, o lugar onde Ele reside para realizar as maravilhas de Seu poderoso amor? É o instrumento da graça divina, onde pecadores podem ser salvos, corações quebrantados encontram consolo, enfermos podem encontrar cura e desesperados encontram esperança?

A paixão de Jesus por Sua casa é evidente em João 2:17: "O zelo pela tua casa me consumirá." Essa mesma paixão, expressa no Salmo 69:9, nos desafia a refletir sobre nosso próprio zelo. Qual é o nosso comprometimento em investir em Deus e na casa de Deus? Nossa contribuição financeira não se resume a uma doação; é uma afirmação de confiança na missão e no propósito da Igreja.

Na visão do teólogo João Calvino, Deus exige não apenas a mão, mas também o coração em todas as nossas ofertas. Isso implica que a motivação por trás da doação é tão importante quanto a doação em si. Não é apenas o cumprimento de uma norma, mas uma demonstração genuína de amor e dedicação.

As promessas divinas para aqueles que investem em Seu Reino são abundantes. Provérbios 3:9-10 declara: "Honre o Senhor com os seus bens e com as primícias de toda a sua renda; então os seus celeiros ficarão repletos de fartura." E em Malaquias 3:10, Deus nos convida a um desafio de fé: "Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja alimento em minha casa; e ponham-me à prova nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênçãos abundantemente." Deus não teme o teste da generosidade.

Em última análise, a contribuição financeira é uma expressão significativa do nosso amor por Deus e pelo próximo. Em Mateus 6:21, Jesus disse: "Pois onde estiver o seu tesouro, aí estará também o seu coração." Nossas finanças e nosso coração estão profundamente conectados. A prova de nossas verdadeiras afeições está onde colocamos os nossos recursos.

É crucial entender que as contribuições nunca são tomadas; elas são oferecidas e recebidas. Quando algo é tomado, não há liberdade, não há alegria. Por isso, 2 Coríntios 9:7-8 enfatiza: "Cada um de vocês deve decidir por si mesmo quanto dar. Mas não se sintam culpados por terem que dar, nem se sintam obrigados a dar. Deus ama aqueles que amam dar." A generosidade verdadeira brota de um coração alegre e voluntário, não de um senso de obrigação ou arrependimento.

Podemos identificar quatro tipos de contribuintes: não participantes: aqueles que ainda não se engajaram nessa jornada de fé e precisam ser convidados a fazer parte da história. Multidão que aplaude: aqueles que elogiam a generosidade alheia, mas contribuem pouco ou nada. Fariseus: aqueles que dão por obrigação, com um espírito puramente mecânico, buscando reconhecimento. Viúva: Aqueles que dão sem reservas, com um coração pleno de fé e amor, independentemente do valor.

A questão final é pessoal e profunda: que tipo de contribuinte você é? Sua resposta não apenas revela sua fé; ela a constrói e a fortalece. Que possamos, com um coração alegre e voluntário, investir no Reino, declarando nosso amor a Deus e ao próximo.

Rev. Liberato Pereira dos Santos



Disponibilizamos o boletim informativo da IPBN, a fim de que você fique por dentro daquilo que Deus está fazendo em/através da nossa comunidade. Boa leitura. Click no link abaixo e faça o download:https://mega.nz/file/YsJTjDxS#AR_tVpNvOUTr9E3ndV_X-2a5wgiHyGXpXWHv_aDMpJk

 

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